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terça-feira, 21 de maio de 2019

Graxaim um Habitante dos Pampas...

graxaim ou sorro (nome científico Lycalopex gymnocercus) é um mamífero carnívoro da família dos canídeos, encontrado nos campos úmidos do Sul do Brasil, no Paraguai, no Norte da Argentina e no Uruguai, sendo conhecido como zorro de las Pampas nestes três últimos países. O graxaim chega a medir até 1 metro de comprimento, com pelagem cinza amarelada, o alto da cabeça marrom ferrugíneo, orelhas grandes e focinho afilado. Também é conhecido pelos nomes de graxaim-do-campoguaraxaim (do guarani aguara cha'î) e sorro (do espanhol zorro).
Seus hábitos são crepusculares e noturnos; é um animal solitário, encontrando-se aos pares na época da reprodução. Quando perseguido refugia-se em troncos ocos e buracos de tatu, e pode até se fingir de morto em algumas situações.
O graxaim entrou em situação de alerta no estado do Paraná por sua distribuição restrita, pela caça dele mesmo, pela caça de suas fontes alimentares e pela destruição de seu habitat — monoculturas como soja e pinus estão causando sua migração para outras áreas e morte por falta de fontes de alimentação. O gado solto nos campos nativos também é um dos grandes destruidores do seu habitat.
No mundo existem 35 espécies de canídeos silvestres, e destas, três habitam o território gaúcho: Chrysocyon brachyurus (lobo-guará), Lycalopex gymnocerus (graxaim-do-campo), e Cerdocyon thous (graxaim-do-mato). Os dois gêneros de graxaim são encontrados frequentemente nas fazendas da Região Sul do Rio Grande do Sul.
Não deve ser confundido com uma raposa ou a raposa-colorada. Esse animal é caraterístico da Campanha Gaúcha, que faz parte do bioma do Pampa. Sua existência está muito ameaçada no estado também por ser um animal que se torna oportunamente carniceiro e que invade fazendas atrás de restos de comida, e é covardemente morto por agitar os cães da propriedade, ou por atacar pequenos animais como galinhas ou patos. Se deixassem restos de comida do lado de fora o animal os comeria e deixaria a propriedade, mas pelo contrário, os fazendeiros envenenam essa comida, ou os caçam em suas tocas com fogo e cães de caça! Uma situação muito triste... Sem falar nas mortes que ocorrem por atropelamento na Rota do Sol (BR 453), estrada que liga a Serra Gaucha ao litoral do estado. Recentemente, numa tentativa de conscientizar os motoristas a dirigirem com mais cuidado, o Graxaim foi eleito o mascote desta estrada que se torna muito movimentada durante o verão!

Fontes: O Pioneiro e Wiki 


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Lobo Guará - O Lobo Gentil...

O lobo guará é um mamífero que está ameaçado em extinção. Diferentemente de outras espécies de lobo que vivem em matilha, o lobo-guará é um animal de hábito solitário, que vive no Cerrado brasileiro.
Considerado a maior espécie de canídeo das Américas, o lobo-guará não tem nada de mau, nem é agressivo. Ele é apenas curioso e pode se aproximar das povoações, assustando algumas pessoas.

Habitat

O lobo-guará vive em regiões abertas, como campos e matas de capoeira. Ocupa o bioma do Cerrado. Também ocorre em algumas regiões de transição para a Caatinga e Mata Atlântica, sendo encontrado principalmente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Risco de Extinção


O lobo é considerado em situação vulnerável pela avaliação do Ministério do Meio Ambiente e o ICMBio. Essa situação varia de um estado para outro, sendo que no Rio Grande do Sul é considerado criticamente ameaçado.
A ocupação humana e a destruição do seu habitat natural são algumas das ameaças à sua sobrevivência. O Cerrado é dos biomas menos protegidos, apesar de possuir grande biodiversidade.
A proximidade do seu habitat com regiões ocupadas gera conflitos de convivência da espécie com o ser humano. É muito difundida a ideia do lobo ser mau e atacar os animais domésticos e as pessoas, mas ele não é agressivo.
Em certas regiões ele caça galinhas, despertando a fúria dos pequenos produtores rurais. No entanto, os ataques do lobo às galinhas não afeta tanto como se costuma pensar. Muitas vezes, são outros animais que atacam e os lobos levam a culpa.

Características


O lobo guará possui pelo amarelo-alaranjado, com as patas e o focinho pretos. O pescoço é branco assim como a ponta do rabo e dentro das orelhas compridas. A coloração varia de um animal para outro, caracterizando-os.
É um mamífero da ordem Carnivora, que pertence à família Canidae, assim como os cachorros, os lobos, os coiotes, as raposas, entre outros. O seu nome científico é Chrysocyon brachyurus. É o único representante do gênero Chrysocyon, endêmico da América do Sul.
É considerado o maior animal da família Canidae, com cerca de 80 a 90 cm de altura, até um metro de comprimento e pesando de 20 a 30 Kg. 

Alimentação

O lobo-guará é um animal onívoro, pois consome uma grande variedade de animais e frutos. Ele se alimenta de pequenos mamíferos, como gambás e roedores, além de aves, lagartos, cobras e insetos.
Ele gosta de uma frutinha cuja árvore recebeu o nome de lobeira por causa da sua preferência. Após comer a fruta-do-lobo ele ajuda a espalhar suas sementes, pois as elimina através de suas fezes.

Reprodução


Os jovens lobos-guarás em idade reprodutiva (fêmeas com um ano e machos com dois anos) formam casais e se reproduzem no outono (março até junho). Os filhotes nascem no período do inverno e primavera (de maio a setembro).
A gestação leva mais ou menos dois meses e nascem até cinco filhotes em média. As fêmeas tem os filhotes em tocas e os amamentam até cerca de quatro meses.
Os machos ajudam a cuidar da prole, e junto com as fêmeas, ensinam os pequenos a caçar por volta da época do desmame.

Curiosidades:

  • Os indígenas chamavam o lobo de aguará-guazú (o aguará grande) e depois passou a ser guará, ainda é assim chamado em algumas regiões. Não se sabe ao certo o significado da palavra guará, mas alguns pesquisadores acham que pode ser "fera".
  • Possuem excelente olfato e audição. As orelhas bem compridas amplificam os sons e ajudam a localizar as presas.
  • Os filhotes nascem com pelos pretos e quando crescem vão se tornando mais claros como os pais.
  • Os lobos-guarás podem viver de 12 a 15 anos.
  • O ano de 2015 foi definido pela Sociedade Brasileira de Zoológicos e Aquários como "Ano do Lobo" como forma de chamar atenção para o lobo e criou a campanha "Sou Amigo do Lobo".
Fonte: Toda Matéria  


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Recuperação da Fauna da Caatinga...


Determinar as melhores áreas do estado para criar novas unidades de conservação da Caatinga. Esse é o objetivo de uma equipe de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPGECO) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), envolvidos no Projeto Caatinga Potiguar.
Gato Morisco (Puma, Suçuarana, Onça parda, Leão baio, etc)
é retratado na Caatinga potiguar pelas armadilhas fotográficas.

A iniciativa pretende assessorar órgãos estaduais dedicados ao meio ambiente, ao realizar o levantamento ambiental de toda a porção do bioma – típico do semiárido – presente no Rio Grande do Norte.
A ideia é fornecer estudos detalhados que fundamentem a ampliação do espaço de Caatinga protegido permanentemente por lei no estado, que hoje corresponde a cerca de 1% da extensão existente, além de recolher informações padronizadas sobre a biodiversidade de aves, répteis e mamíferos na região. Para registrar os mamíferos em seu habitat natural, o grupo utiliza  armadilhas fotográficas.
Além disso, serão realizados mapeamentos participativos de uso e ocupação das áreas apontadas como importantes para a conservação e uma pesquisa envolvendo diretamente as comunidades afetadas por possíveis ações de criação de Unidades de Conservação.
Até hoje, 45% da cobertura original da Caatinga potiguar foi removida, e a taxa de desmatamento média – calculada entre 2002 e 2008 – é de 0,68% ao ano. Segundo um dos coordenadores do projeto, Carlos Fonseca, o estudo tem papel importante na conservação do bioma. “Essa pesquisa tem o potencial de mudar a política ambiental do estado”, ressalta.
A partir dos dados obtidos, os cientistas querem convencer o poder público quanto à necessidade de criação de novas áreas protegidas. As informações também servirão de base para a produção de duas teses de doutorado e de quatro dissertações de mestrado por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ecologia. O grupo de pesquisadores visa ainda à formalização de um grupo de pesquisa na UFRN voltado à conservação da Caatinga.
A ideia surgiu a partir das constatações de que havia uma enorme lacuna de informações científicas sobre a diversidade de espécies de animais na Caatinga do RN e um grande déficit de áreas protegidas nessa região. “Todas as áreas de preservação criadas na Caatinga foram aleatórias, sem políticas públicas consistentes para a devida conservação”, avalia Marina Antongiovanni da Fonseca, consultora e pesquisadora do projeto.
O cenário descrito por Marina tem origem em estudos períodicos que analisaram o surgimento de Unidades de Conservação nos biomas brasileiros desde 2000, quando o Ministério do Meio Ambiente (MMA) estabeleceu critérios para definir áreas prioritárias de proteção no País, através do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (PROBIO/MMA).
Perguntada sobre a atual situação das políticas públicas voltadas à temática no Rio Grande do Norte, Marina diz crer que questões ambientais não são de fato prioridades nas agendas governamentais. “É uma política maior, que requer investimentos não só em nível estadual. A Caatinga é o patinho feio dos biomas, é o menos protegido e o mais desassistido deles”, afirma. “A conservação na Caatinga depende da sensibilização não apenas dos Governos, mas também de proprietários de terra, uma vez que quase todo o bioma consiste de propriedades particulares”, analisa.
No Rio Grande do Norte, apenas duas Unidades de Conservação foram criadas após 2007, sendo uma delas uma  Reserva Particular do Patrimônio Natural  (RPPN), resultante da iniciativa de um proprietário particular. “De um modo geral, as UCs criadas na Caatinga não seguiram as recomendações do PROBIO/MMA e foram alocadas independentemente dos apontamentos das áreas prioritárias”, aponta Marina Fonseca.


Gato Morisco (Puma) visto de perto.

A Caatinga é uma vegetação semiárida restrita ao território brasileiro e contém grande quantidade de espécies que se desenvolvem apenas nesse bioma. Cerca de 50% da sua cobertura vegetal original permanece intacta, apesar da alta densidade populacional e das altas taxas de desmatamento atuais. Hoje a Caatinga está fracamente representada na rede brasileira de Unidades de Conservação, com somente 1% em Unidades de Conservação de Proteção Integral e 6% em Unidades de Conservação de Uso Sustentável.
O Rio Grande do Norte possui 238 mil hectares em unidades estaduais de conservação, o que corresponde a 4,5% do seu território. A maior parte dessas unidades estão localizadas ao longo do litoral, como o Parque das Dunas, a Área de Proteção Ambiental de Jenipabu e a Reserva Estadual Ponta do Tubarão, em Macau e Guamaré. A criação e a gestão dessas unidades compete ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).
O Projeto Caatinga Potiguar – formalmente intitulado “Oportunidades de criação de unidades de conservação na Caatinga, com ênfase no Rio Grande do Norte” – é coordenado pelos professores Carlos Fonseca e Eduardo Venticinque, do Departamento de Ecologia, e conta com a participação de alunos de pós-graduação da UFRN, além da colaboração do IDEMA.
A pesquisa tem parceria com a organização não-governamental Wildlife Conservation Society (WCS Brasil) e financiamento pelo Ato de Conservação de Florestas Tropicais (TFCA, na sigla em língua inglesa), acordo internacional entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil que tem recursos administrados pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).
PPGECO
O Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFRN é pioneiro no Nordeste e formou mais de uma centena de mestres e doutores desde 1997. Seu reconhecimento pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) ocorreu com a fundação da pós-graduação em Bioecologia Aquática, que foi ampliada dando origem a suas duas principais linhas de pesquisa: Ecologia Aquática e Ecologia Terrestre. Anualmente, cerca de 120 candidatos realizam as seleções para ingresso no Programa.
O PPGECO conta atualmente com 28 pesquisadores, sendo 19 permanentes e 9 colaboradores, formados em instituições de ensino superior de renome, incluindo estrangeiras, como as universidades de Oxford, de Londres, do Texas, de Oklahoma, de Montpellier e de Lund, além das brasileiras federais do Rio de Janeiro (UFRJ), do Paraná (UFPR) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) e estaduais de Campinas (UNICAMP), de Maringá (UEM) e Paulista (UNESP).
Fonte: O Potiguar 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Tigres Siberianos - População Está Aumentando...

No dia 29 de setembro na região de Primorie se realiza o Dia do Tigre, por iniciativa de organizações ecologistas. Ainda no início dos anos 2000, a população do tigre-siberiano, ou tigre do Amur, estava em visível declínio no Extremo Oriente russo. A criação, por iniciativa do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de um fundo especial para a preservação do tigre-siberiano na Rússia irá contribuir de forma importante para resolver o problema da conservação e aumento do número desses animais raros.

A caça furtiva representa uma grande ameaça para esses animais selvagens. Só em 2012, em Primorie foram mortos 12 tigres. Esse mal poderá ser combatido mais eficazmente por uma nova lei, cuja aprovação foi fortemente apoiada pelo presidente da Rússia, refere o diretor da filial do Extremo Oriente do Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF) na Rússia Yuri Darman:
"Foram muito reforçadas as penalizações pela caça furtiva propriamente dita. Os que matam tigres devem ser punidos tanto criminalmente como com grandes multas. O mais complicado era nós antes não podermos castigar os que não matavam diretamente os tigres, mas comercializavam as suas peles, ossos, etc. Este ano foi aprovada uma lei que o permite. Agora quem tiver em casa uma pele de tigre, ou tentar vender uma, ou transportá-la para fora, será punido."
Uma grande importância, segundo o perito, teve a cúpula internacional para a recuperação do tigre que teve lugar em São Petersburgo com a participação da Administração do presidente.
Foi precisamente esse alto patrocínio que permitiu atribuir a esse acontecimento uma ressonância mundial. Agora não é só na Rússia, mas também na Índia, no Nepal, no Butão e na China, que se desenvolve um trabalho intenso para salvar o tigre em todo o mundo.
Na Rússia, o recenseamento dos tigres é feito de dez em dez anos e o último foi realizado em 2005. Além disso, é feita uma contagem anual em plataformas de monitorização. Em 2005 em todo o habitat residiam cerca de 450 tigres, cerca de uma centena na região de Khabarovsk e os restantes em Primorie, disse Yuri Darman:
"Sem dúvida que esta á a maior população de tigres que vive num habitat não fragmentado. O total de tigres-de-bengala na Índia é, sem dúvida, superior aos existentes na Rússia, mas aí eles vivem em pequenos grupos, de 60-70 exemplares cada um, isolados uns dos outros. Nós temos, na realidade, uma enorme mancha em que os tigres se visitam mutuamente com facilidade."
Neste momento o estado da população de tigres é estável. Em Primorie e no sul da região de Khabarovsk habitam cerca de 450-500 exemplares, destes três quartos vivem em Primorie. Um complexo de medidas permitiu alterar nos últimos tempos a sua situação para melhor, sublinha o diretor do Fundo Phoenix Serguei Bereznyuk:
"Foram tomadas medidas sem precedente para a defesa do tigre e para o financiamento das áreas protegidas. Foi criado um fundo especial para o financiamento de projetos de conservação do tigre. Na região de Primorie os tigres habitam todos os parques e reservas naturais: na reserva da biosfera de Sikhote-Alin, no Parque Nacional Apelo do Tigre, no Parque Nacional Lenda dos Udegues e no parque Terra do Leopardo."
Na véspera do Dia do Tigre, que já se tornou tradicional em Vladivostok, no cais principal da cidade foi inaugurada uma estátua de bronze representando duas crias de tigre. Na cidade já existem mais de 10 tigres de bronze, mas adultos. Os pequenos filhotes de tigre representam o futuro simbólico dessa população.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Defaunação, o Outro Nome da Degradação

Panda Vermelho.


Defaunação é a diminuição acelerada e drástica de espécies animais, com efeitos negativos sobre a demografia, diversidade biológica e a manutenção de ecossistemas. Esta perda global de espécies é reconhecida hoje como um problema tão grave e impactante quanto o desmatamento: do maior mamífero ao menor inseto, o desaparecimento de animais também alterará forma e função dos ecossistemas dos quais toda a humanidade depende. Pior, a perda da fauna é um evento que passa despercebido. Enquanto imagens de satélite podem detectar mudanças rápidas de desmatamento, é mais difícil perceber que uma espécie animal desapareceu.
A perda de espécies sempre ocorreu na história da Terra, pois pode ser causada por motivos como catástrofes naturais de grande impacto ou eventos geológicos, como erupções de vulcões, terremotos ou glaciação. Há 11,5 mil anos, no período Pleistoceno, a fauna planetária era mais abundante e diversa do que nos tempos atuais. Mas, desde então, o número e a diversidade de espécies animais têm declinado. Mamutes e tigres dentes-de-sabre estão entre espécies emblemáticas que foram extintas a partir daquela era.
A maioria das evidências científicas sugere que são os seres humanos os responsáveis por estas extinções, provocadas por atividades como destruição de habitat, ecossistemas e a caça.
Florestas sem vida animal são
ecossistemas doentes!
Para a comunidade científica, outro indício do papel humano é a rapidez de desaparecimento da biodiversidade. A velocidade de extinções é estimada em mil vezes superior àquela com que esse processo ocorreria naturalmente. Estima-se que existam atualmente entre 5 e 9 milhões de espécies animais no planeta e, no atual ritmo, perde-se a cada ano algo em torno de 11 mil a 58 mil. Neste ritmo, este pode se tornar um período de extinção em massa, tal qual as 5 grandes extinções do passado.
Declínios do número e população de espécies ocasionam um efeito cascata sobre o funcionamento dos ecossistemas, que também afetam o bem-estar humano através da perda de serviços ambientais imprescindíveis à sua sobrevivência. Os animais proveem alimento, polinizam e dispersam plantas, além de ajudar a controlar pragas e doenças.
Por exemplo, o processo de polinização corre risco. Insetos polinizam 75% da produção agrícola do mundo. A redução na fauna de abelhas e outros polinizadores pode reduzir a produção de alimentos. A defaunação também afeta a qualidade da água: o declínio de sapos e pererecas permite o aumento das algas e detritos que os alimentam. Isso contribui para a eutrofização de corpos d'água, que se tornam impróprios para o consumo e para a própria vida aquática. 

Fonte: O Eco

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Fim da Agonia do Leão Juba




Chega ao fim a agonia de do leão Juba, maltrato em um circo e por anos deixado em abrigos para animais que o acomodavam mal, ele finalmente encontrou um novo lar onde poderá passar seus últinos dias!
Veja o vídeo:

Um Novo Lar para Juba

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Sofrida Saga do Leão Juba


Rejeitado por zoológicos devido às marcas deixadas pelos maus-tratos que sofreu quando viveu em dois locais, o leão Juba, 18, enfrenta uma saga para ganhar uma vida digna em um novo lar. Recebendo os cuidados há mais de três anos no Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Fortaleza, desde que foi apreendido em um zoológico particular na capital cearense, Juba necessita de um local adequado para viver.
A trajetória de incertezas e sofrimento do leão parece não ter fim. Há três meses o animal espera uma viagem de avião do Ceará para São Paulo --uma viagem de cerca de 3.000 km--, onde deverá viver num santuário ecológico em Jundiaí (a 58 km da capital paulista).


 Segundo o Ibama-CE, após superar a falta de um local para viver, o leão sofre agora com a espera por um avião para viajar. Dois pregões foram abertos para contratar uma empresa para transportar o leão, mas nenhuma companhia se interessou em participar.

Em busca de uma empresa que abraçasse a causa, o Ibama e a Associação Mata Ciliar conseguiram sensibilizar a TAM Cargo, mas com tudo pronta para o voo, o setor de cargas avisou que a caixa de Juba não caberia no bagageiro de nenhuma das aeronaves que fazem voo regular do Ceará para São Paulo. O transporte custaria R$ 15 mil.

Para ajudar o leão

Para quem quiser ajudar a custear a viagem de Juba a São Paulo, seguem os dados da conta

Caixa Econômica Federal (104)
Agência 4155
Operação 013
Conta poupança 18163-0
Maria Célia Frattini

A ONG Mata Ciliar pede que os comprovantes sejam escaneados e enviados para leaojuba@mataciliar.org.br com o nome, valor e identificação do depósito para ser incluído na planilha de doações
“Já estava tudo certo, e até os veterinários estavam com as passagens compradas para acompanhar o transporte do animal, mas o setor de carga da companhia avisou que a caixa era grande demais e não caberia no bagageiro do avião”, contou o analista ambiental do Cetas do Ibama-CE, Alberto Klefasv, explicando que Juba está totalmente adaptado à caixa que deverá ficar preso durante a viagem e está em um bom estado de saúde, apesar da idade.

Sem caber no avião, o Ibama tentou outra alternativa. “Procuramos uma alternativa com a FAB (Força Aérea Brasileira), mas o valor cobrado para o transporte ficou inviável. Disseram-nos, por meio de ofício, que seria um voo exclusivo e custaria R$ 250 mil”, afirmou.

Segundo a voluntária da Mata Ciliar Célia Frattini, o impasse para o transporte de Juba esbarrou na burocracia. A única companhia aérea que faz transporte de cargas, e que tem uma aeronave que caberia a caixa do leão, a ABSA, não trabalha com o sistema de empenho e não possui toda a documentação exigida pelo governo federal para que o Ibama pague o transporte.

“Não temos outra alternativa a não ser arcar com o custeio do transporte de Juba, que será feito pela ABSA. Hoje conseguimos baixar o custo para R$ 13.260, mas não temos esse valor. A diretoria da TAM nos prometeu que iria doar uma parte desse valor para ajudar no custeio, mas ainda não definiu quanto seria”, afirmou Frattini.

Agora, a ONG Mata Ciliar abriu uma nova campanha para arrecadar R$ 5.000, que seria o valor restante para o custeio do transporte de Juba para São Paulo, além das passagens dos dois veterinários que vão acompanhar o animal em todo o trajeto aéreo.

“Estamos contando que a TAM vai doar o valor que iria cobrar do transporte de Juba, que foi de R$ 8.000. Como sobrou R$ 2.400 da campanha para a construção do recinto, esse valor vai também ajudar a completar o custeio do transporte de Juba, mas também tem as passagens dos dois veterinários, além das despesas de alimentação e hospedagem”, explicou Frattini, destacando que todas as doações estão postadas na página do Facebook aberta para a campanha com as devidas prestações de conta.

Caixa

A caixa que Juba será transportado foi confeccionada com material reciclado pela empresa Tetra Pak. A caixa é arejada e tem isolamento acústico para que o felino não se assuste ou sofra qualquer tipo de estresse durante o transporte. A caixa de Juba tem 2,20 metros de comprimento e 1,30 metro de altura, suficientes para o animal se locomover durante cerca de quatro horas de viagem de avião.

Devido a idade e aos maus-tratos sofridos, os veterinários do Ibama analisaram que Juba não resistiria a uma viagem terrestre e só poderia ser transportado por avião. “A caixa em que ele será transportado já está aqui há cerca de quatro meses, e depois de um processo de adaptação, Juba já se alimenta dentro da caixa. Fizemos esse trabalho de adaptação para que o leão não note que está fora do meio em que vive há três anos e tenha de tomar sedativos durante o transporte. Acreditamos que ele não vai notar que está em um bagageiro de um avião porque a caixa já faz parte da rotina do habitat atual dele”, explicou o analista ambiental.

Vida de sofrimento

O leão Juba tem uma vida de sofrimento desde que nasceu. O animal foi apreendido por duas vezes em dois zoológicos devido a maus-tratos que sofreu. Há três anos, Juba vive junto com a leoa Yasmim, 10, no Cetas do Ibama, quando foi resgatado de um zoológico particular do Estado após a constatação de maus-tratos.

O local foi interditado, e os animais apreendidos na época conseguiram novos lares –menos o leão e as duas leoas Yasmim e Tchutchuca, 5, que teve mais sorte que os outros dois felinos e em março deste ano seguiu para o zoológico de Teresina. Yasmim deverá seguir para um zoológico em São Paulo, mas sem data definida, também devido a problemas relativos ao transporte.

De acordo com a Associação Mata Ciliar, quando Juba era mais jovem, aos 7 anos, morava em um zoológico particular que tinha situação irregular no Rio de Janeiro. O local foi desativado pelo Ibama em 2001 e Juba foi transferido para outro zoológico. Ele seguiu para em Fortaleza, e novamente sofreu maus-tratos. Em 2008, o local foi fechado devido às irregularidades e Juba e mais duas leoas ficaram no Cetas à espera de adoção.

Sensibilizada com o sofrimento de Juba, a ONG Mata Ciliar se comprometeu a adotar o animal e fez uma campanha para arrecadar dinheiro para custear a construção de um recinto apropriado para abrigar o leão em definitivo. A construção custou R$ 30 mil e todo o valor foi obtido com arrecadação de campanha.

Fonte: UOL Notícias

sexta-feira, 30 de março de 2012

Rodeio de Vacaria dá o exemplo...

Bem, nem tudo neste mundo está perdido! O tradicional rodeio de Vacaria, no Rio Grande do Sul, está dando um lindo exemplo de que tradições e divertimento humano podem perfeitamente conviver em paz com a natureza e o bem estar animal! Houve reclamações no passado e os organizadores do evento foram sensíveis às reivindicações dos ambientalistas (assistam ao vídeo acessando o link abaixo). O ressultado não poderia ter sido melhor! Tomara que outros rodeios nacionais como o de Barretos, no estado de São Paulo, onde atrocidades tem sido cometidas e ficado absolutamente impunes, sigam esse maravilhoso exemplo, ou que os orgãos governamentais forcem os responsáveis a fazê-lo!


Essa matéria foi exibida no Jornal Nacional: Rodeio de Vacaria

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Preciso Doar a Suzi

Recebi esse e mail de uma amiga com o apelo:

Preciso doar a Suzi!!
Faço um apelo realmente sério!! ela foi hospedada há quase um ano e os donos nunca mais buscaram, a Tânia minha amiga que está com ela vai se operar, ela não poderá mais cuidar dos cães, os pequenos vamos acomodar em várias casas /apartamentos até adoção, mas os médios e grandes não tem pra onde ir, principalmente a Suzi que não se dá com outras fêmeas, imploro para que divulguem essa cachorra fofa, dócil com pessoas inclusive crianças, porte médio, 5 anos aproximadamente, ela é super alerta, faceira, já castrada!!!
Por favor postar anuncio nos sites e blogs de adoção.

Abraços
Carminha - (51) 9103-5833 e e-mail :
mcperuzzato@gmail.com



"Não creia que os animais sofrem menos do que os seres humanos.
A dor é a mesma para eles e para nós. Para eles talvez seja ainda pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos."

Dr. Louis J. Camuti

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Solidão dos Rios

Toda vez que entramos num debate de cunho ecológico sempre acabamos pendendo para um dos dois lados: um que que esbarra no discurso cínico de quem diz que dentro do atual estado de desenvolvimento industrial e econômico "teremos de convier com a triste realidade do sacrifício da natureza" e outro que em que acabamos falando como crentes numa religião, mesmo que não tenhamos tal disposição. Falar em direito animal então... Parece absurdo para a maioria das pessoas falar na preservação de algo que "foi feito para usar". Olhamos a vida como conquistadores, nos apossamos dela e achamos mais do que direito o extermínio de toda a vida que se opõe, ou interpõe, entre nós e o nosso direito de "conquistadores". 
Peço desculpas por tantas aspas entre as palavras caro leitor e por incluir você nessa narrativa, mas a verdade é que temos de pensar em termos de espécie para entendermos melhor o que está ocorrendo. Nos colocamos neste planeta como os proprietários e toda vez que falamos em direito dos animais, por exemplo, muitos nos olham como se fôssemos as criaturas mais crueis do mundo e totalmente insensíveis às dores humanas. Estranho, né?
O que mais existe hoje são instituições para cuidar dos direitos humanos, campanhas de conscientização etc. A verdade porém é que os seres humanos querem sempre mais, isso quando não roubam dessas insituições criadas com o fim de ajudar os próprios homens. Lamerntável! Creio que todos apoiamos os direito humanos e também que a maioria dos leitores desse blog também concorda que é incompreensível o fato de vivermos nesse planeta com milhões de outras espécies e simplesmente ignorarmos que elas também tem o direito à vida! Ignoramos, por exemplo, que as abelhas (as pequenas trabalhadoras), polinizam 70% das flores do planeta e sem flores árvores podem não se reproduzir e acabar afetando sim, pela longa e intrínseca cadeia ecológica, nosso fornecimento de comida. Alguns devem ter pensado "Ah bom!..."  Pois é, só faz sentido defender a natureza quando isso atinge aos homens não é?
Martin Pescador, ave que habita as margens de muitos rios brasileiros.


Esse artigo entretanto não é para as pessoas que pensam assim, mas para aqueles que assim como eu veem ou percebem na natureza aquele algo mais que tememos muitas vezes expressar, aquela malha que nos envolve a vida de um jeito maravilhoso e que parece ocultar um sentido mais profundo que ao mesmo tempo que fascina e intriga, traz um estranho sentido ao fato de estarmos aqui. Nossas vidas dependem de uma forma uma ou de outra de outras formas de vida, e umas tão pequenas quanto as das abelhas!
O que dizer dos nosso rios! São contaminados e invadidos em sua área de passagem. Devastados em suas faunas, floras, morrem a míngua sem poderem migrar ou se esconder, nem serem acolhidos em abrigos e ainda assim são os mantenedores da vida na Terra. Irrigando plantações, abastecendo cidades, rebanhos, mantendo o ciclos das águas através das chuvas e estabilizando o clima no planeta... 

É preciso que nosso olhar de conquistadores seja transmutado num olhar fraterno, ou filial mesmo. É preciso que se olhe as águas desse planeta como se fôssemos filhos dessas águas, aliás até onde a ciência pode supor, nós somos mesmo! Bebês bem pequenos que não vivem sem suas mães. O olhar duro do conquistador destrói tudo, inclusive a si mesmo!
Vasculhndo coisas na internet achei uma página que fala de uma reação positiva, um olhar amorável sobre as águas do mundo e do Brasil, confiram:
Conservação dos rios de Curitba