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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Os Ciclos das Árvores

Voltando para casa me pego olhando as árvores da minha rua, e relembrando os comentários que fazia com meu pai percorrendo o mesmo caminho... Minha curiosidade com a forma dos troncos, com as formas e cores das flores... Me ocorre então que muito provavelmente essas árvores estarão ali quando eu já tiver partido. A única coisa que poderia derrubá-las em um curto espaço de tempo seria a estupidez humana. 


Seus ciclos são longos, sua nobre tarefa de reter a umidade da terra e a pureza do ar é extensa, fundamental e continuamente ignorada... Enquanto isso corremos com nossas vidas breves desperdiçando-as na maioria das vezes e, quando estão cheias de propósito, o tempo escoa, foge de nós! Sinto que todos estes seres da natureza cumprem seus ciclos para o tempo de nossas vidas alinharem-se com seus propósitos para este mundo, e nossa própria humanidade. Viemos para viver e achar uma função para que a força de nossas vidas inspire, molde e mova outras vidas num mesmo movimento... Ao final de tudo só importa o tanto de corações que tocamos, inspiramos, esclarecemos, aconchegamos, e aliviamos de seus fardos para que cumprissem seus próprios sentidos para outros. Assim a individualidade de nossas existências segue num contínuo que se inicia naquele que tocamos e se estende até aquele que nunca saberá de nós, mas que colherá o fruto do nosso legado. 


Essa missão é de tal importância que um planeta cheio de possibilidade de vida nos foi dado para cumpri-la. E ainda assim muitos só passarão por ele. Me sinto grato por estar fazendo valer minha passagem por este mundo, onde dedico minha vida a abrir consciências, e a ampliar a minha própria até onde me for permitido.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

À Terra Sagrada...

Encontrei isso no Facebook compartilhado por uma amiga da página de outra amiga... E achei simplesmente bárbaro! Depois de um 2015 onde vimos a cidade histórica de Mariana em Minas Gerais ser devastada por pura irresponsabilidade e cobiça, e ainda ver sua tragédia ser usada para pedir mais dinheiro que será desviado pela corrupção ululante que toma conta de nosso país...! 
Achar este texto me fez refletir sobre o fato de que nos falta mesmo é uma conexão mas sacra com a Terra. Os povos que hoje chamamos de primitivos aprenderam a sobreviver da natureza sem destruí-la porque a viam como sagrada, e viam a si mesmos como parte dela. Hoje num tempo e num mundo em que nada mais é sagrado, e em que usufruir as coisas é mais importante do que conhecê-las e preservá-las, faz-se urgente que nos conscientizemos como sendo parte da Terra, e de nos lembrar de que ela é sagrada sim, porque é a origem e a força mantenedora da vida! Leiam! Reflitam! Compartilhem!


"Não, quanto mais velha eu fico mais eu acho que acertei. Depois, temos sete bilhões de pessoas no mundo e um bilhão e duzentos milhões no perrengue. Eu tenho muitos deuses, sou politeísta. Tem uma frase do Álvaro de Campos que eu acho que foi feita pra mim: ergo em cada canto de minha alma um altar a um deus diferente. Eu vejo que as pessoas tem uma ideia muito de gente de deus. “Deus é fiel”. Fiel? Fiel é um adjetivo que fizeram pra gente, deus não cabe em um adjetivo que fizeram pra gente. Vai se foder, deus é fiel! “Deus é bom”. Não cabe. Não é. Deus é tsunami. Deus é geleira despencando, Deus é tempestade de neve, Deus é tempestade de areia. As religiões nos atrapalharam muito. O que essas religiões fizeram? Fora o budismo. O cristianismo, eu adoro Cristo, mas Cristo só trata do homem. E a floresta, que é nossa irmã? E a pedra, que é nossa irmã? E o cavalo? E o rato? E o vírus da Aids? E o Tubarão? São todos nossos irmãos. Então, na realidade, o que nós fizemos? Botamos um monte de coisa pro homem fazer e esquecemos do tempo em que a terra era sagrada. No tempo em que a floresta era sagrada, você pedia licença para tirar uma folha. Nos tempos em que o mar era sagrado, para os gregos era Poseidon, para os romanos Netuno, para os africanos Iemanjá, você não poluía o mar, né? No tempo em que o raio era sagrado, para os africanos Iansã, o trovão, Xangô, na hora em que a deusa raia e o deus trovão se encontram, tem a trepada do céu com a terra! E aí tem o orgasmo, que é a chuva, e a terra germina. Isso é sagrado! Agora nós… No sábado não pode fazer isso, porque segunda não sei o quê! Meu deus do céu! Esquecemos a mãe natureza! E essa profanação, gente?" 


Elke Maravilha.


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Luz e Sombra na Defesa dos Animais


Definitivamente existem dois tipos de ambientalista neste mundo: Os que denunciam a violência contra os animais divulgando essa violência, segundo eles como uma forma de alertar as pessoas que vivem inconscientes dela de que ela ocorre todos os dias simplesmente para que se tenha nossa porção de carne e leite na geladeira do supermercado todos os dias à disposição! Por outro lado há aqueles que preferem inspirar a proteção animal e ambiental menos com indignação, e mais com conscientização. Segundo esses ambientalistas a divulgação da violência contra os animais só choca os mais sensíveis ao tema e talvez até instigue as pessoas que possuem esse tipo de perversão em estado latente. O que de fato é um risco bem factível!
Particularmente estou com o segundo grupo. Não acredito que purgar ódio contra aqueles que depredam a natureza e o meio ambiente fará o mundo um lugar melhor, nem a vida mais fácil! O movimento ambientalista deveria ser uma convergência de esforços para tornar a vida na Terra aceitável e boa para todos os seres vivos que nela habitam, e não uma loteria onde os mais fortes decidem sobre os mais fracos. O movimento ambientalista é, a meu ver, um movimento em prol da vida. Por esse motivo não poderia comportar nenhum tipo de rancor ou desprezo seja lá por quem quer que seja. Muitos dos empresários que poluem a terra e destroem florestas creem de todo coração que nosso planeta suporta mais um pouco de exploração predatória, e de que estão fazendo o melhor pelo progresso de suas nações, oferecendo emprego e trazendo o desenvolvimento econômico. Na verdade essas pessoas vivem uma profunda alienação sobre as verdadeiras condições ambientais, e tem por trás de si muita gente mal intencionada sim! Porém duvido muito que torná-los os "monstros" da vez ajude em alguma coisa. 
Esse modelo já foi utilizado demais, não concordam? Os nazistas culparam os judeus por seus problema econômicos, a sociedade inteira culpou os gays pela disseminação da AIDS no início dos anos 80, apelidando-a de "praga gay". Até quando nós teremos de odiar pessoas para nos mobilizarmos em nossas causas? Viver bem e melhor já não é motivação suficiente? Encarar as crises como uma demanda coletiva, e que deve ser encarada e combatida deste modo, não é uma proposta suficientemente forte  para que atuemos nessa direção? Dividir o mundo entre as pessoas boas e más deu origem a todo o tipo de incompreensão, perseguição e sofrimento. Precisamos entender que existem pessoas ignorantes e esclarecidas, individualistas e coletivas. As ignorantes devem ser instruídas, despertas. As individualistas devem ser alertadas para os benefícios que a partilha de interesses e esforços podem proporcionar à vida e a elas mesmas enquanto seres humanos.
Não creio que se mude a relação com o meio ambiente sem mudar a consciência das pessoas e a nossa própria consciência e modo de ver o mundo e as relações humanas.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Carta do Grande Chefe Seatle

Em 1855, o Grande Chefe Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. Suas palavras inspiraram e ainda inspiram todos aqueles que como nós amam a terra e seus filhos. 

A carta:


"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.


Como se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exauri-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.


Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.


Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.


Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O Gato e a Espiritualidade

Achei o texto no Facebook na página Uipa Sp, achei o texto lindo e muito interessante e decidi compartilhar com meus leitores! Um abraço a todos!


Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento. O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir. O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. 
Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências. O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem." O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, -- normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia-- caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali. Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele. O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta. No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos. "O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final." 




Fonte: The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman

sábado, 28 de dezembro de 2013

Sobre o Natal e o Ano Novo!



Todos os anos no Natal e Ano Novo é a mesma coisa! Há uma matança de perus, gansos, porcos, ovelhas etc, para festejar em ceias opulentas que parecem mais anestésicos que impedem a maioria das pessoas de ver o real significado dessas datas! Uma vez ao ano somos lembrados dos sentimentos de solidariedade, caridade e boa vontade que deveria nortear todos os dias de todo o ano, sempre! Na verdade essas datas não deveriam ser uma lembrança, mas uma renovação desses sentimentos. Fico feliz de reconhecer aqui que para algumas pessoas já é assim. Há pessoas para quem a  solidariedade é uma realidade todos os dias, e não se limita ao gênero humano, mas a todos os seres vivos. 
Suprimimos de nossas ceias a oração, porque esquecemos constantemente de agradecer, a Deus, aos nossos irmãos de jornada e até à alma daquele ser cuja a vida foi subtraída para nos alimentar numa noite tão especial... Eu sei, que talvez eu seja uma idealista, e tudo isso soe piegas para muitas pessoas! Mas é que dentro do meu coração há a forte crença de que viveríamos muito melhor se resgatássemos ou acrescentássemos essas coisas não só às nossas ceias de Natal e Ano Novo, mas às nossas vidas.
Um dia, quem sabe num dia de Natal desses, entenderemos que nossa real missão nesse mundo é nos respeitarmos, nos amarmos e cuidarmos uns dos outros apesar de todas as diferenças de orientação religiosa, sexual, política, de classe social ou espécie! Nesse dia toda Paz, Amor e Felicidade que desejamos uns aos outros a cada fim de ano será, enfim, uma realidade!
Bem, para não fugir à tradição, deixo aqui meus votos de um feliz 2014 cheio de toda a Paz, o Amor e a Felicidade que tanto aspiramos. Mas peço também que não se esqueçam que essas coisas têm de ser cultivadas dentro de cada um de nós todos os dias de todos os anos, até que se tornem uma realidade!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Chico Xavier e os Animais

Achei isso no Facebook e não resisti, 
tive de mostrar a vocês!



















"Nós seres humanos, estamos na
natureza para auxiliar o progresso
dos animais, na mesma proporção
que os anjos estão para nos auxiliar.
Portanto quem chuta ou maltrata um
animal é alguém que não aprendeu a
amar."

Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sobre o Fim do Mundo! (Ou meu Pedido de Natal)



Sempre gostei de imaginar como seria minha vida se seu fosse um coelho por exemplo. São fofos, rápidos e encantadores! Fascinam crianças e adultos pelo mundo a fora! Mas depois me lembro de que são os animais preferidos de caçadores e predadores diversos como o próprio homem! Se eu fosse um coelho passaria uma vida curta de seis anos, e muito estressante, correndo de lá pra cá, cavando tocas fundas para tentar me esconder e com muita probabilidade de acabar na mira de um rifle que teria na outra ponta um ser que só precisa ir ao supermercado para se alimentar, que não é perseguido por predadores dia e noite e que mata só para se “divertir”.
Quando criança tinha um verdadeiro fascino por animais que voam como abelhas e borboletas. Quando cresci descobri que as borboletas são lagartas por um longo tempo antes de se tornarem os lindos seres alados e coloridos que eu via, e que muitas dessas lagartas são consideradas tóxicas e algumas até pragas, e por isso são pisoteadas ou envenenadas! Descobri também que as abelhas vivem pouco, trabalham a vida toda e tem essa curta vida marcada pelo destino, ou são rainhas (pouquíssimas) ou são operárias. Também descobri que a ação do homem no meio ambiente tem destruído em grande quantidade a população de abelhas no mundo, ou seja, estão sendo extintas! Como 70% de todas as plantas do planeta são polinizadas por elas, uma extinção total das abelhas significaria uma crise mundial na produção de alimentos! Pense em qualquer animal que lhe vier à mente e saiba, sua vida não seria fácil! O mundo estaria na iminência de acabar todos os dias. Ou você estaria tão ocupado em viver um dia de cada vez, e sobreviver a esse dia, que não se perguntaria até quando o mundo vai durar e se iria sobreviver no final! Neste Natal gostaria de convidar a você a olhar um pouco pela perspectiva dos animais e pedir que dê uma forcinha para que suas vidas não sejam assim tão difíceis! Olha, se você não escorraçar, chutar ou envenenar já é uma tremenda força, pode acreditar!
Para essas pessoas que estão aí preocupadas com o fim do mundo eu pergunto: será que toda essa tensão não é porque você no fundo sente que tem desperdiçado a vida num monte de bobagens, desejos egoístas (quando não puramente libidinosos), filosofias inconsistentes, uma espiritualidade fajuta, e que afinal não tem feito nada por si nem por ninguém? Agora mesmo que não entenda de calendário maia, ou tenha pouca afinidade com temas transcendentes, não lhe parece que o temor do fim do mundo lhe ocupa tanto espaço na cabeça só porque no fundo você se sente impotente diante disso? Espero que todo este boato sobre o fim do mundo seja para você uma oportunidade de renascimento para esta sua droga de vida! Sim, porque se fosse uma vida minimamente interessante você talvez pensasse que tudo isso é só um boato, uma interpretação errônea, ou talvez tivesse um lampejo de profundidade pensando algo como: bem, se o mundo acabar mesmo eu sei que fiz o meu melhor para este ser um mundo melhor!... Coisa que eu duvido que tenha feito!...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

* Meu Amado...



Meu amado dono, 
Minha vida deve durar entre 10 e 15 anos, já estou com alguns anos.Qualquer separação é muito dolorosa para nós. Não fique zangado por muito tempo e não me prenda em nenhum lugar como punição.
Você tem seu trabalho, seus amigos e suas diversões.
EU SÓ TENHO VOCÊ!
Fale comigo de vez em quando.Compreendo muito bem o seu tom de voz e sinto tudo o que você está dizendo. Ficará gravado em mim para sempre, jamais esquecerei.
Antes de me bater por algum motivo, lembre-se que tenho dentes que poderiam feri-lo seriamente, mas que jamais vou usá-los em você.Jamais!
Antes de me censurar por estar preguiçoso ou teimoso, veja antes se há alguma coisa me incomodando. Talvez eu não esteja me alimentando bem. Posso estar resfriado ou, ainda, meu coração pode estar ficando mais fraco…
Cuide de mim quando eu ficar velho e cansado – Por favor NÃO ME ABANDONE!
Tudo é mais fácil para mim com você ao meu lado.
Me ame, pois independente de qualquer razão, eu lhe amarei para sempre!



* Recebi de uma amiga, não sei de quem é o texto mas é muito tocante e verdadeiro.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um Besouro de Natal

Eu estava no ônibus indo para o trabalho quando de repente um inseto entra pela janela e pousa bem no meu peito! Levei um susto! Parecia um marimbondo e num gesto automático dei um toque com o dedo indicador e deixei-o no chão. Atordoado ele se debateu um pouco, mas logo em seguida se pôs a voar. No princípio pensei “Ele logo acha a janela para sair”. Mas com o tempo e com mais pessoas ou se esquivando ou dando-lhe petelecos que o tonteavam me ocorreu que o medo dos passageiros do coletivo era fruto da mesma confusão que eu fiz! Logo percebi que a sua vidinha corria risco. Não ia demorar para que o medo associado a indiferença dos seres humanos por vidas menores que as suas se transformasse num gesto violento e fatal. Comecei a imaginar como eu poderia fazer para ajudá-lo até que decidi que ia pegá-lo na mão e colocá-lo na janela. Vacilei um pouco no início pensando que ele ia ficar tonto e ser esmagado pela roda do veículo... Então fui sem demorar mais um minuto! Levantei-me e comecei a procurar. Perguntei para uma senhora se não tinha visto aquele inseto, que ela completou “O marimbondo?”, “É!”, concordei meio sem jeito. “Ah, ele voou pra lá, aí aquele menino esmagou ele!”. Levei um susto, mas só me restou mesmo só um “Ah!” sufocado e angustiado, nem olhei para o tal menino.
Quando ele entrou no ônibus havia pousado naquele que na verdade era sua única chance real de sair dali ainda vivo. Eu estava, porém, envolto na minha consciência humana, nos problemas ridículos que poderiam, com certeza, esperar mais um pouco. Isso me doeu de verdade! Minha indiferença inicial estimulada por meu medo. E minha acomodação em dizer para mim mesmo “Ele se vira”. A mesma comodidade que faz com alguém passe por um cachorro faminto ou doente, ou até uma pessoa, com o mesmo pensamento. Doeu-me saber que tenho dessa indiferença dentro de mim tanto quanto qualquer um que eu tenha questionado anteriormente! Não foi um gesto condizente com a época do ano que eu mais gosto, o Natal! A morte da pequena vida me fez jurar que daquele dia em diante eu redobraria minha atenção para ser mais atento à qualidade mais importante que um ser humano pode ter: a disposição para respeitar e preservar a vida em todas as suas manifestações!
Perdoe-me pequeno.

domingo, 18 de setembro de 2011

O Homem que Amava os Animais

Recebemos esse e-mail de uma amiga, que recebeu de alguém... Por isso não sabemos quem o enviou ao certo. O postamos como nos veio, sem editar nada. Pareceu-nos um lindo exemplo de que cuidado com o bem estar animal é só uma questão de boa vontade mesmo!


Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em  postes etc.




Vive de doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.

Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) .


Ele é muito querido pelos comerciantes da região mas, o problema é durante a madrugada,  bêbados ao volante e garotos usuários de droga da região tem sido um constante perigo.Rogério já foi espancado por jovens que chegaram a jogar álcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo.


Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade pra deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim.

São muitas as agressões que ele e os cachorros vêm sofrendo. Enfim, é muito sofrimento para alguém que luta tanto. Na região todos o conhecem e apreciam, tanto que na última vez que uma turma veio bater nele porque queriam roubar suas coisas, o dono de um bar próximo saiu para enfrentar os safados e começou a dar tiros, colocando todos em fuga. Mesmo assim, o Rogério passou dois dias no hospital por conta dos machucados recebidos e, se não fosse pela intervenção do dono do bar, os cachorros já seriam órfãos.





Assim,  diante de tudo isso, peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já lhe ofereceram abrigo mas, desde que os cães ficassem para trás,  o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua família.




E eu diria mais, este homem é um anjo, que ao cair dos céus, perdeu suas asas, mas ainda bem que anjos existem! 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um Crime Cometido em Nome da Alegria


 Esse vídeo traz a reportagem sobre a morte do bezerro no rodeio de Barretos, onde essa e tantas outras barbáries foram normalizadas!
Triste e chocante essa notícia! Fiquei estarrecido! Sob o pretexto de esporte e tradição o homem é capaz de causar imenso sofrimento a outro ser vivo sem a mínima contemplação! Um bezerro é um filhote. Imaginemos que os bois fossem os controladores da Terra e uma criança humana fosse largada na multidão de outros bois que estariam numa imensa algazarra. e sem entender nada essa criança fosse perseguida, laçada no pescoço e derrubada no chão enquanto um boi enorme se aproxima dela e laça seus pés e mãos enquanto que aquele que a laçou continuasse puxando-a pelo pescoço. Você deve imaginar que muitas crianças morreriam assim!... Pois é, é exatamente isso que acontece com os bezerros na cidade de Barretos e pelo Brasil afora!
O que mais é preciso dizer ou fazer para que se veja o horror disso tudo? O mais incrível é que há pessoas que dizem: "Ah, mas são bois criados pra corte mesmo!"... Eu acredito no tratamento digno até para presidiários, que são pessoas que cometeram infrações contra a sociedade, por isso acho mais do que justo um tratamento digno para um animal que não cometeu nenhum mal aos homens, e que ainda por cima, com seu sacrifício nutre nossas famílias! O apelo que deixo é de que todos os leitores apoiem, ou integrem as ONG's que lutam pelo direito dos animais! Essa é uma luta que precisa ser travada, é uma revolução pela vida e pela paz tão importante quanto qualquer outra que se trave no nosso planeta!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Novo Código Ambiental - Tema Indigesto no Dia do Meio Ambiente


Neste domingo dia 5 de junho o Deputado Federal Aldo Rebelo deu uma entrevista ao programa Canal Livre, da rede Bandeirantes de televisão, e entre as inúmeras atrocidades que ele defendeu, a que mais me chocou logo no começo da entrevista foi a de dizer que o Brasil tem de seguir o modelo europeu onde "essa hsitória de mata ciliar" não existe, ao longo dos rios são plantados hortifrutigranjeiros, por exemplo. Não nega que o Deputado representa o estado mais devastado do Brasil pela produção agrícola tanto quanto pelo indústria: São Paulo. Primeiramente eu pergunto se é válido usar como exemplo um continente tão devastado quanto a Europa (Que até os anos 80 ainda sofria os terríveis efeitos de chuvas ácidas) no trato com o meio ambiente?

Mata ciliar, fundamental para a sobrevivência dos rios e sua fauna.

Depois é inadimissível que o deputado ignore o fato de que há outras espécies de animais, sobretudo pássaros, que precisam da biodiversidade ao longo dos rios para se alimentar e viver! O que afinal também é um direito deles, não é mesmo? E como fica a aplicação de pesticidas que fatalmente cairão no fluxo das águas poluindo também os afluentes? Nesse caso os homens que alegam querer alimentar o Brasil, também o estarão envenenando... E eu duvido que o Sr. Aldo Rebelo não saiba disso. É lamentável!

terça-feira, 31 de maio de 2011

A vitória do Brasil que trabalha?

No dia 24 de maio foram assassinados os extrativistas e ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa  Maria do Espírito Santo. Os dois viviam da colheita da castanha-do-pará, uma atividade de total preservação do meio ambiente. O casal denunciava as madereiras ilegais que extraíam madeira de lei das florestas sem nenhum tipo de licença. A morte dos dois já havia sido "anunciada" pelo próprio José Cláudio que repetidas vezes disse que sofria ameaças. A polícia do Pará se defendeu dizendo que o casal nunca procurou nenhum tipo de ajuda da polícia... A questão é: precisava?
Ora, essas duas pessoas defendiam uma prática sem nenhuma intenção de enriquecimento, mas de preservação de um bem comum a todos os brasileiros. trabalhavam todos os dias e não pretendiam nada que não fosse a própria sobrevivência e da floresta amazónica, com dignidade! É pedir demais? E é pedir demais que o poder público demonstre algum interesse por servidores e protetores do bem comum? Além do que, se nenhum dos dois demonstrou qualquer interesse em pedir ajuda policial, apesar de estarem evidentemente com medo das ameaças isso não denuncia algo sobre a credibilidade policial daquela região? Bem, já é fatro de que o Pará é uma terra sem lei, vamos lembrar que Dorothy Stang, a freira que defendia uma reforma agrária justa para os camponeses extrativistas, foi assassinada no dia 12 de Fevereiro de 2005 com vários tiros! Mais tarde foi apurado que sua Morte foi encomendado por fazendeiros tanto da agricultura quando da agropecuária, as mesmas duas categorias que agora se unem para a aprovação do novo código ambiental, que nada mais é do que outro crime ambiental institucionalizado! O que mais dói é ter de ouvir de certos ramos da imprensa que a vitória no congresso nacional do novo código ambiental foi "uma vitória do Brasil que trabalha...' E aqueles que morreram, não trabalhavam?
Com todo o respeito a os outros agricultores e pecuaristas que vivem da terra e não cometem crimes contra pessoas, devo dizer que se utilizar do pretexto de nutrição da população para levar a terra à exaustão é um ardil terrível! Ameaçar outros trabalhadores então... Nem se fala! Viver da terra é o direito de todos, bem como viver sobre ela e em paz!... Mas quando isso vai acontecer??