quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Solidão dos Rios

Toda vez que entramos num debate de cunho ecológico sempre acabamos pendendo para um dos dois lados: um que que esbarra no discurso cínico de quem diz que dentro do atual estado de desenvolvimento industrial e econômico "teremos de convier com a triste realidade do sacrifício da natureza" e outro que em que acabamos falando como crentes numa religião, mesmo que não tenhamos tal disposição. Falar em direito animal então... Parece absurdo para a maioria das pessoas falar na preservação de algo que "foi feito para usar". Olhamos a vida como conquistadores, nos apossamos dela e achamos mais do que direito o extermínio de toda a vida que se opõe, ou interpõe, entre nós e o nosso direito de "conquistadores". 
Peço desculpas por tantas aspas entre as palavras caro leitor e por incluir você nessa narrativa, mas a verdade é que temos de pensar em termos de espécie para entendermos melhor o que está ocorrendo. Nos colocamos neste planeta como os proprietários e toda vez que falamos em direito dos animais, por exemplo, muitos nos olham como se fôssemos as criaturas mais crueis do mundo e totalmente insensíveis às dores humanas. Estranho, né?
O que mais existe hoje são instituições para cuidar dos direitos humanos, campanhas de conscientização etc. A verdade porém é que os seres humanos querem sempre mais, isso quando não roubam dessas insituições criadas com o fim de ajudar os próprios homens. Lamerntável! Creio que todos apoiamos os direito humanos e também que a maioria dos leitores desse blog também concorda que é incompreensível o fato de vivermos nesse planeta com milhões de outras espécies e simplesmente ignorarmos que elas também tem o direito à vida! Ignoramos, por exemplo, que as abelhas (as pequenas trabalhadoras), polinizam 70% das flores do planeta e sem flores árvores podem não se reproduzir e acabar afetando sim, pela longa e intrínseca cadeia ecológica, nosso fornecimento de comida. Alguns devem ter pensado "Ah bom!..."  Pois é, só faz sentido defender a natureza quando isso atinge aos homens não é?
Martin Pescador, ave que habita as margens de muitos rios brasileiros.


Esse artigo entretanto não é para as pessoas que pensam assim, mas para aqueles que assim como eu veem ou percebem na natureza aquele algo mais que tememos muitas vezes expressar, aquela malha que nos envolve a vida de um jeito maravilhoso e que parece ocultar um sentido mais profundo que ao mesmo tempo que fascina e intriga, traz um estranho sentido ao fato de estarmos aqui. Nossas vidas dependem de uma forma uma ou de outra de outras formas de vida, e umas tão pequenas quanto as das abelhas!
O que dizer dos nosso rios! São contaminados e invadidos em sua área de passagem. Devastados em suas faunas, floras, morrem a míngua sem poderem migrar ou se esconder, nem serem acolhidos em abrigos e ainda assim são os mantenedores da vida na Terra. Irrigando plantações, abastecendo cidades, rebanhos, mantendo o ciclos das águas através das chuvas e estabilizando o clima no planeta... 

É preciso que nosso olhar de conquistadores seja transmutado num olhar fraterno, ou filial mesmo. É preciso que se olhe as águas desse planeta como se fôssemos filhos dessas águas, aliás até onde a ciência pode supor, nós somos mesmo! Bebês bem pequenos que não vivem sem suas mães. O olhar duro do conquistador destrói tudo, inclusive a si mesmo!
Vasculhndo coisas na internet achei uma página que fala de uma reação positiva, um olhar amorável sobre as águas do mundo e do Brasil, confiram:
Conservação dos rios de Curitba 

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