sexta-feira, 18 de maio de 2018

Lobo Guará - O Lobo Gentil...

O lobo guará é um mamífero que está ameaçado em extinção. Diferentemente de outras espécies de lobo que vivem em matilha, o lobo-guará é um animal de hábito solitário, que vive no Cerrado brasileiro.
Considerado a maior espécie de canídeo das Américas, o lobo-guará não tem nada de mau, nem é agressivo. Ele é apenas curioso e pode se aproximar das povoações, assustando algumas pessoas.

Habitat

O lobo-guará vive em regiões abertas, como campos e matas de capoeira. Ocupa o bioma do Cerrado. Também ocorre em algumas regiões de transição para a Caatinga e Mata Atlântica, sendo encontrado principalmente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Risco de Extinção


O lobo é considerado em situação vulnerável pela avaliação do Ministério do Meio Ambiente e o ICMBio. Essa situação varia de um estado para outro, sendo que no Rio Grande do Sul é considerado criticamente ameaçado.
A ocupação humana e a destruição do seu habitat natural são algumas das ameaças à sua sobrevivência. O Cerrado é dos biomas menos protegidos, apesar de possuir grande biodiversidade.
A proximidade do seu habitat com regiões ocupadas gera conflitos de convivência da espécie com o ser humano. É muito difundida a ideia do lobo ser mau e atacar os animais domésticos e as pessoas, mas ele não é agressivo.
Em certas regiões ele caça galinhas, despertando a fúria dos pequenos produtores rurais. No entanto, os ataques do lobo às galinhas não afeta tanto como se costuma pensar. Muitas vezes, são outros animais que atacam e os lobos levam a culpa.

Características


O lobo guará possui pelo amarelo-alaranjado, com as patas e o focinho pretos. O pescoço é branco assim como a ponta do rabo e dentro das orelhas compridas. A coloração varia de um animal para outro, caracterizando-os.
É um mamífero da ordem Carnivora, que pertence à família Canidae, assim como os cachorros, os lobos, os coiotes, as raposas, entre outros. O seu nome científico é Chrysocyon brachyurus. É o único representante do gênero Chrysocyon, endêmico da América do Sul.
É considerado o maior animal da família Canidae, com cerca de 80 a 90 cm de altura, até um metro de comprimento e pesando de 20 a 30 Kg. 

Alimentação

O lobo-guará é um animal onívoro, pois consome uma grande variedade de animais e frutos. Ele se alimenta de pequenos mamíferos, como gambás e roedores, além de aves, lagartos, cobras e insetos.
Ele gosta de uma frutinha cuja árvore recebeu o nome de lobeira por causa da sua preferência. Após comer a fruta-do-lobo ele ajuda a espalhar suas sementes, pois as elimina através de suas fezes.

Reprodução


Os jovens lobos-guarás em idade reprodutiva (fêmeas com um ano e machos com dois anos) formam casais e se reproduzem no outono (março até junho). Os filhotes nascem no período do inverno e primavera (de maio a setembro).
A gestação leva mais ou menos dois meses e nascem até cinco filhotes em média. As fêmeas tem os filhotes em tocas e os amamentam até cerca de quatro meses.
Os machos ajudam a cuidar da prole, e junto com as fêmeas, ensinam os pequenos a caçar por volta da época do desmame.

Curiosidades:

  • Os indígenas chamavam o lobo de aguará-guazú (o aguará grande) e depois passou a ser guará, ainda é assim chamado em algumas regiões. Não se sabe ao certo o significado da palavra guará, mas alguns pesquisadores acham que pode ser "fera".
  • Possuem excelente olfato e audição. As orelhas bem compridas amplificam os sons e ajudam a localizar as presas.
  • Os filhotes nascem com pelos pretos e quando crescem vão se tornando mais claros como os pais.
  • Os lobos-guarás podem viver de 12 a 15 anos.
  • O ano de 2015 foi definido pela Sociedade Brasileira de Zoológicos e Aquários como "Ano do Lobo" como forma de chamar atenção para o lobo e criou a campanha "Sou Amigo do Lobo".
Fonte: Toda Matéria  


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Doma Animal... Uma Vergonha que Persiste!





Por: Marcio de Almeida Bueno

No vídeo, o cavalo está caído no chão, com as patas amarradas, e preso a um poste de madeira. Ele se debate, tenta se levantar – sem sucesso. Um gaúcho se aproxima – aquele bem caricato, com roupa típica, bigodão – e, com o chicote, espanca o rosto do cavalo. A cena é brutal. A pessoa que filma dá risadas. Pela voz, percebe-se que é uma mulher.
Trata-se da doma, à moda tradicional do Rio Grande do Sul.
No outro vídeo de faça-você-mesmo, uma égua é presa pela primeira vez pela boca, em um campo cercado. A corda, firme, está em um palanque. O gaúcho dá um susto no animal, que sai correndo, na sua força, sem saber do resultado. A corda estica é dá um tranco daqueles, inesperado. Dor e pavor. O processo se repete, e a égua dispara pelo gramado e então recebe o impacto. Chama-se ‘quebra de queixo’, uma espécie de ritual que diverte certa parcela da população ligada ao RS.
Não, o cavalo não é uma motocicleta que já vem de fábrica com acelerador, freio, marcha-a-ré e embreagem. Esses comandos todos são aprendidos, à custa de dor e, dali pra diante, temor para o resto da vida. Claro que a patricinha-de-feicibúqui que ‘adora cavalos’ e volta e meia vai a um sítio com passeios de montaria, jamais ficou sabendo disso. Não foi aos bastidores ver o choro do palhaço.
Porque estamos acostumados a ver o cavalo já com os arreios, com os apetrechos todos, na boca, cabeça, pescoço, costas, barriga. A propaganda é pesada, e mesmo um cavalinho de pelúcia, fofo, para dar de presente à namorada, já tem um arreio na boca. Reparem.
E há quem se auto-intitule vegano, abolicionista ou defensor dos direitos animais, algo cool, e ao mesmo tempo passeia no lombo de um equino. Falo aqui 1% da dor física – sim, já existe a ‘doma racional’, parente do abate humanitário – e 99% da dor moral, uma vez que aquele quadrúpede vai passar o resto da vida obediente, Joãozinho-do-passo-certo, temeroso da próxima vez em que *aquela* dor vai voltar. A prova é que o ‘freio’ do cavalo-motocicleta é um puxão nas cordas, com mais ou menos força.
Ninguém ousa se mexer na cadeira do dentista, quando “aquela” dor apita, não é mesmo?
E não citarei aqui a parte, digamos, odontológica aplicada ao nosso amigo cavalo, a seco, para fins de encaixe dos acessórios apropriados.
Bem, em 1984 fez muito sucesso uma música gauchesca – sim, há que se ter trilha sonora para o narrado acima – composta por Roberto Ferreira e Mauro Ferreira, chamada ‘Morocha’, cantada por um conjunto intitulado Davi Menezes Junior e Os Incompreendidos.
“Aprendi a domar amanunciando égua / E para as mulher vale as mesmas regras / Animal, te pára, sou lá do rincão / Mulher pra mim é como redomão / Paleador nas patas e pelego na cara”, diz o refrão da música. Traduzindo para a língua falada no Brasil, mais ou menos quer dizer que o autor aprendeu a amansar éguas, e aplica o mesmo procedimento às fêmeas de sua própria espécie, inclusive com uso de uma espécie de algemas e venda para os olhos – que fazem parte da doma equina, conforme o caso.
No vídeo disponível no YouTube, o cantor se apresenta com chicote na mão, e uma elegante senhora da platéia – com uma estola no pescoço equivalente a umas quatro raposas – passa o tempo todo vaiando e xingando os músicos. As demais mulheres focalizadas pela câmera aplaudem ou permanecem comportadas.
Curiosamente, uma música similar foi lançada em resposta à primeira. Intitulada‘Morocha, não’, de Leonardo, um dos mais conhecidos cantores-compositor da música regional do RS, já falecido, respondia às bravatas. “Ouvi um qüera largado, gritando em uma canção / que a regra pra um ser humano é a mesma dos animais / que trata que nem baguais / maneando patas e mão” diz um trecho. Nota-se, claro, o especismo. Não podemos ser ingênuos. O refrão é “morocha não, respeito sim / Mulher é tudo, vida e amor / Quem não gostar que fique assim / Grosso, machista e barranqueador”. Barranquear, traduzindo, é estuprar – isto vai ser contestado, mesmo que mentalmente, por muitos, que não vão se manifestar por vergonha – uma égua fazendo uso de um pequeno declive para que, digamos, os genitais fiquem na mesma altura.
Uma espécie de ritual que diverte certa parcela da população ligada ao RS.

Fonte: Ambiente Legal 

sábado, 22 de julho de 2017

Futuro Incerto...

Alguém assistiu a entrevista com Yuval Noah Harari ontem? Autor dos livros Sapiens, uma Breve História da Humanidade, e Homo Deus? Bem a síntese de tudo o que ele disse é mais ou menos assim: A nossa tecnologia nos subjugará, e em seguida nos substituirá (Inteligência Artificial). Como essa inteligência será criada por nós que hipervalorizamos essa qualidade, a ponto de justificar o massacre de milhões de animais todos os anos devido a sua suposta falta de inteligência, com certeza seremos massacrados por essa mente artificial pelo mesmo motivo, ou seja, porque seremos menos inteligentes que ela... Enfim, temos de repensar nossa relação com a tecnologia tanto quanto com os animais domésticos, de criação e selvagens nesse mundo, pois como salienta o autor se NADA for feito, é isso o que nos espera!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

As Vítimas do Medo

Um alerta epidemiológico sobre a febre amarela, emitido pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (Cevs/RS) nesta semana, traz recomendações de controle e vacinação aos municípios gaúchos. Isso foi motivado por um surto da doença no Sudeste do Brasil.
A Secretaria Estadual de Saúde lembra que a última vez que a doença foi registrada no Rio Grande do Sul foi entre os anos de 2008 e 2009. Naquela ocasião, nove pessoas morreram em decorrência da doença. Alguns macacos também foram infectados.
“Os macacos se comportam como sentinelas da febre amarela. A doença é transmitida por mosquitos. Mesmo doentes, os macacos não têm a condição de infectar. Apenas os mosquitos têm”, esclarece o veterinário Marcelo Cunha.
Por isso, os macacos são um sinalizador para alerta da doença, e não um transmissor. “Os macacos são afetados antes dos seres humanos. Como os animais estão nas matas, mais expostos aos mosquitos, eles são mais sensíveis. Quando um macaco aparece doente, isso é um sinal que nós humanos estamos expostos também”, explica.


O veterinário Marcelo Cunha trabalha no GramadoZoo, na Serra. Na última semana, dois bugios com ferimentos,  aparentemente causados por humanos, foram encaminhados ao zoológico.
Um dos bugios está em tratamento e outro morreu
ao chegar no zoo (Foto: Reprodução/RBS TV).

Os veterinários e biólogos suspeitam que as agressões tenham sido feitas por moradores de proximidades da região, após uma relação precipitada entre os macacos e a febre amarela.
Conforme o veterinário Marcelo Cunha, “foi uma coincidência muito grande” dois macacos terem sido feridos depois da notícia da morte de dezenas de animais por suspeita de febre amarela no Sudeste do país. O primeiro bugio, vindo de Nova Petrópolis, foi levado ao zoológico no dia 9 de janeiro.
“Ele tinha ferimento cortante na mão direita, e tinha no olho direito uma dilaceração muito grande. Felizmente, não atingiu o olho. Esses não são ferimentos de briga característica entre eles. Agora, o bugio está se recuperando bem. Ele é um adulto de idade avançada”, explica Cunha.
Famílias de Bugios ameaçadas pela febre amarela
e pela estupidez humana!

O segundo bugio era jovem e foi levado ao zoo, no dia 12, e era da mesma região do macho adulto. “Ele foi ferido com tiro de chumbinho, e não sobreviveu. Tinha quatro marcas de tiro. Ele passou pelos atendimentos e não aguentou, morrendo no mesmo dia que chegou”, afirma a bióloga Tatiane.

Se outros macacos machucados forem encontrados, é necessário acionar a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) ou a Patrulha Ambiental. Mais uma vez, o veterinário lembra: “mesmo doente, o bugio não vai contaminar ninguém, ele é apenas um sinalizador da doença, por isso é importante localizá-lo”.
De acordo com a Fiscalização Ambiental de Nova Petrópolis, os bugios estão entre as espécies ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul devido à destruição de seu habitat natural, à caça e ao comércio clandestino. “Estes fatores agravam o estado de conservação desta espécie, que serve de sentinela para a febre amarela”, pontuou a fiscal ambiental, Cássia Hoffman.
Fonte: G1 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Girafas Ameaçadas?

O mamífero terrestre mais alto do mundo está em risco de extinção. A girafa foi colocada na lista vermelha dos animais ameaçados após sofrer um declínio de 40% de sua população nos últimos 30 anos. Anteriormente, a espécie era classificada como de "menor preocupação". Agora, passa para a categoria de "vulnerável".
De acordo com a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), que elabora a lista vermelha, a população de girafas despencou de 157 mil para 97 mil entre 1985 e 2015. Das nove subespécies de girafa, cinco possuem populações decrescentes, três tiveram aumento de população, e uma está em nível estável.
O novo relatório da organização foi divulgado nesta quinta-feira (8) durante a Cúpula da Biodiversidade, realizada em Cancún, no México. De 85.604 espécies analisadas, 24.307 estão sob perigo de serem extintas. 
Xodós de visitantes de zoológicos ao redor do mundo, as girafas sofrem em seu habitat natural, principalmente nas savanas africanas. O aumento populacional de países da África, a expansão da agricultura, o desmatamento, a caça ilegal e o impacto das guerras civis são apontados como fatores que estão empurrando o animal para o desaparecimento.
"Enquanto as girafas são comumente vistas em safaris, zoológicos e na mídia, as pessoas, incluindo os conservacionistas, não sabem que estes majestosos animais estão passando por uma extinção silenciosa", disse Julian Fennessy, co-presidente da IUCN.

Pássaros recém-descobertos estão ameaçados

A IUCN analisou a população de mais de 700 novas espécies de aves. De acordo com a lista, 11% delas está sob ameaça de extinção. Treze espécies identificadas recentemente, todas endêmicas em ilhas, já estão extintas. 
 
A perda de habitat para a agricultura e a degradação do ambientes naturais causada por plantas invasoras são fatores que pressionam as aves para o desaparecimento. O passarinho da Antioquia (Thryophilus sernai), por exemplo, pode ter metade de seu habitat destruído pela construção de uma barragem. 
 
O papagaio-cinzento africano (Psittacus erithacus), que possui a capacidade de imitar a fala humana, também pode desaparecer na natureza em breve. A ave passou da categoria de "vulnerável" para "em perigo" devido à caça ilegal e a perda de habitat. Estudos mostram que em algumas partes da África a população do pássaro sofreu queda de 99%. 

Fonte: UOL 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma Lenda Budista sobre Gatos


Para o budismo, os gatos representam a espiritualidade. São seres iluminados que transmitem calma e harmonia e, por isso, costuma-se dizer que quem não se relaciona bem com seu inconsciente nunca chega a se conectar por completo com um gato, nem tampouco entenderá seus mistérios.
A verdade é que ninguém se surpreende ao saber que a figura desses animais está unida ao budismo. Tanto é assim que na Tailândia existe uma lenda sagrada que transcendeu o tempo para converter os gatos em seres únicos de paz e íntima união, havendo vários em muitos templos dos países asiáticos. É por isso que é tão comum ver tantos gatos dormindo e enrolados nos braços das múltiplas estátuas sagradas de Buda e outros temas que enfeitam os jardins dos santuários.
Os gatos veem muito além de nossos sentidos. Entre suas horas de sonecas e seus momentos de brincadeiras e exploração, olham nossas almas com seu olfato refinado. Aliviam tristezas e nos preenchem com seus nobres e reluzentes olhares.
Frequentemente costuma-se dizer que ter um cachorro é ter o companheiro mais fiel que pode existir. Isso é totalmente certo. Mesmo assim, quem conhece o caráter de um gato sente que a conexão é mais íntima e profunda, e por isso diversos monges budistas como o mestre Hsing Yun falam do poder curativo desse animal. Convidamos você a descobrir-lo conosco.

Uma lenda budista sobre os gatos originária da Tailândia


Em primeiro lugar temos que saber algo muito importante. O budismo não está organizado em uma hierarquia vertical, como já sabemos. A autoridade religiosa descansa sobre os textos sagrados, mas, por sua vez, existe uma grande flexibilidade em seus próprios enfoques. A lenda que vamos mostrar tem suas raízes em uma escola específica: a do budismo theravada, ou o budismo da linhagem dos antigos.
Foi na Tailândia e dentro desse contexto que foi escrito “O livro dos poemas do gato”, ou o Tamra Maew, conservado hoje em dia na biblioteca Nacional de Bangkok como um autêntico tesouro que deve ser preservado. Em seus antigos papiros se pode ler uma encantadora história que conta que quando uma pessoa havia alcançado os níveis mais altos de espiritualidade e falecia, sua alma se unia placidamente ao corpo de um gato.
A vida poderia ser então muito curta, ou o quanto a longevidade felina permitisse, mas quando chegava o fim essa alma sabia que subiria para um plano iluminado. O povo tailandês daquela época, conhecendo essa crença, mantinha também outra curiosa prática…
Quando um familiar falecia, enterrava-se a pessoa em uma cripta junto com um gato vivo. A cripta tinha sempre um espaço por onde o animal poderia sair, e quando o fizesse tinham por certo que a alma do ser amado já estava no interior daquele nobre gato… Deste modo, alcançava a liberdade e esse lugar de calma e espiritualidade capaz de preparar a alma para o caminho posterior, o caminho de ascensão.

Os gatos e a espiritualidade

Dizem que os gatos são como pequenos monges capazes de trazer a harmonia a qualquer lugar. Para a ordem budista de Fo Guang Shan, por exemplo, são como pessoas que já alcançaram a iluminação.
Os gatos são seres livres que bebem quando têm sede, que comem quando têm fome, que dormem quando sentem sono e que fazem o que deve ser feito a cada momento sem necessidade de agradar ninguém.
Não se deixam levar pelo ego, e algo especial desses animais segundo esse ramo do budismo é que os gatos aprenderam a sentir o que vem do homem desde eras muito antigas na história do tempo. No entanto, as pessoas ainda não aprenderam a sentir o gato no presente.
São leais, fiéis e afetuosos, e suas demonstrações de carinho são íntimas e sutis e, ainda assim, tremendamente profundas. Só aqueles que sabem olhar para o seu interior com respeito e dedicação entenderão o seu amor inquebrável, mas as pessoas que são desequilibradas ou que frequentemente elevam sua voz para gritar jamais serão do agrado dos gatos.
Para concluir, sabemos que não é preciso recorrer aos textos budistas para entender que os gatos são especiais, que seus olhares nos transportam para universos introspectivos, que com suas estranhas posturas nos convidam a praticar a ioga, que são um exemplo de elegância e equilíbrio… Queremos o bem desses animais e até os veneramos e, ainda que eles mesmos se acreditem autênticos deuses lembrando quem sabe de seus dias no Antigo Egito, permitimos que eles sejam orgulhosos.
Todos temos nossas próprias histórias com esses animais, momento inesquecíveis que nos permitiram aproveitar pequenos instantes cheios de magia e autenticidade. Esses que seguramente serviram de inspiração para criar essa charmosa lenda budista que ficou impressa em tinta, papel e misticismo. A mesma que hoje nós queríamos contar e compartilhamos em nosso espaço com você.

Fonte: Revista Pazes